quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sinto-me tolhida pelo casamento


Boa Noite preletor. Tudo bem? Sou adepta da Seicho-No-Ie desde juvenil, mas entre os 18 e 24 anos, me afastei, retornando especialmente por conta do meu casamento. Meu marido, assim que nos casamos, era muito religioso e simpatizou-se muito com a Seicho-No-Ie e como meus pais são preletores, logo voltamos a frequentar as reuniões. Atualmente ele se afastou um pouco e mantém a mente muito crítica, dizendo que o trabalho dele não permite ser religioso. Ele trabalha com políticos e, mesmo realizando projetos positivos, sinto que carrega a energia e vibrações daqueles que tentam tirar vantagens do poder público. Hoje tenho 28 anos, casei-me faz 3 anos e desde então, tenho me sentido muito tolhida pelo casamento. Meu marido é uma pessoa muito boa, mas manifesta ainda algumas situações que me deixa paralisada. Ele tem acessos de raiva e agressividade que me assustam realmente, xingando muito, usando muitas palavras negativas contra mim, contra seus pais e contra os outros, no trânsito, etc. Observo que com o aumento das responsabilidades que o casamento exige, ele se cobra muito e tem ficado cada vez mais estressado. Só que esse estresse ultrapassa situações que racionalmente justificariam. Ele se irrita com qualquer discordância de suas opiniões. Me sinto sem liberdade porque tenho medo de falar qualquer coisa e dele brigar comigo, então tento deixá-lo decidir tudo sempre, mesmo discordando, o que tem me deixado com coração muito apertado sempre. Não me sinto livre e me sinto há 3 anos pisando em ovos. Conhecendo as leis mentais, tenho medo do que o futuro pode me reservar se eu continuar engolindo sapos, por isso peço orientação sobre o que fazer. Tenho medo de ter filhos nesse clima de tensão e acabar fazendo-os infelizes. Meus pais são muito discretos, minha família, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca teve esse tipo de comportamento, essa grosseria gratuita, então fico me sentindo uma barata tonta, sem saber como agir. Tenho oratório em casa e estou intensificando as orações aos antepassados, pedindo uma resposta, mas fiz uma promessa a mim mesma que em 2012 vou resolver essas questões em definitivo, seja qual for o desfecho. Preletor agradeço o tempo dispensado. Muito Obrigado! Caso queira publicar em seu blog, posso ser anônima? grata!

Olá 
reverências, 
Muito Obrigado, 

Compreendo como realmente tudo deve estar sendo muito difícil. 

Mas vamos lá, se 2012 é o seu ano; e, como você realmente está disposta a resolver esta questão em definitivo, seja qual for o desfecho, eu te convido a mergulhar em si mesma e a transformar-se em uma nova mulher, libertando-se deste cárcere não imposto pelo seu marido, mas fruto da sua resposta diante das atitudes dele. 

Primeiro entenda: 

Seu marido é assim! 
Aceite, é o que tem para o momento. Seja feliz assim.

Nós estamos sempre buscando trabalhar nossas questões do cotidiano, olhando para fora. 

Ou seja, tentamos melhorar quem somos ou como vivemos de fora pra dentro. 

Toda causa e consequência da falta de sentido da minha vida é o outro. 
Ou foi o que fizerem, ou é o que não fizeram. 

E assim vai... sempre estamos olhando para fora.

Esta é a sua grande chance! De realmente mergulhar em si, e tonar-se livre. 

Ser livre,entenda, é ser feliz!

Somente isso, se você assim o for, seu marido poderá continuar agindo do mesmo modo e isso não mais irá te incomodar, porque na verdade ele é assim. 

Nunca é o outro, mas a resposta que geramos perante aquilo que o outro faz, é que impacta no nosso modo de viver. 

Você reconhece nele muitas qualidades, isso é muito bom. 

Estou escrevendo uma reflexão, baseada em minha trajetória e também, com base em um estudo que fiz durante muitos anos, por conta da necessidade de orientar os jovens para serem felizes, que se chama: Um mergulho para a cura da alma pela gratidão aos pais. No blog, já estamos na parte 7. Gostaria que pudesses ler com calma, como pano de fundo para sua reflexão pessoal. 

Ultimamente tenho pensado muito sobre o ideal de vida.

E tenho buscado viver fiel a este ideal.

Deste modo, sinto que posso ser feliz, independente do mundo que me cerca, quando estiver verdadeiramente cumprindo o meu ideal. 

Você também deve esforçar-se para encontrar o seu ideal de vida. 

Em O livro da Mulher, de autoria da professora Teruko Taniguchi, orando para responder seu e-mail, deparei-me também com essa mesma reflexão. 

A professora Teruko nos ensina que uma vez que Deus colocou a mulher na face da Terra, sua existência deve ter um significado e segue: 

"Justamente por não descobrirem esse significado, algumas mulheres se desesperam e se afligem. Nesta aflição, umas acabam se perdendo, mas outras conseguem descobrir o significado de sua existência, elevam-se e passam a sentir a alegria de viver. Devemos seriamente procurar descobrir a missão com que nascemos. Somente quando a descobrimos e a cumprimos, podemos experimentar a suprema alegria de termos nascido neste mundo. Até descobrirmos nossa missão, não encontramos a verdadeira paz de espirito: somos constantemente assaltados pela insegurança."

Você já sabe o significado da sua vida? 
Do que você vem fugindo? 
O que você realmente teme? 

O que você precisa entender é que não é o seu casamento, é você! 

Seu marido só está cumprindo fielmente um desejo do seu coração, que é o de fazer você sentir-se cerceada, acuada e sem condições de manifestar a sua natureza divina. Eu sei esse foi um dos ensinamentos da Seicho-No-Ie mais difíceis que me deparei na minha caminhada.

Sabe, estar na Seicho-No-Ie, não significa que a Seicho-No-Ie está em você.

Existem momentos que temos que realmente reconhecer, não viemos agradecendo suficientemente as dádivas recebidas até aqui, e pela mente da critica formatamos uma vida, vazia e sem significado.

Para mudar isso, temos que renascer. Este é o seu momento, comece já agradecendo, faça uma retrospectiva de toda a sua caminhada e use a terapia de Gratidão Radical, reconhecendo que sempre você foi abençoada e que em muitos momentos pelo “ego”, não foi capaz de perceber isso e nem sequer agradecer.

Cabe, aqui também mergulhar na sua relação com os seus pais, tirar todo o julgamento, conceder o perdão, e despertar um profundo orgulho por ser filha.

Aproveite este momento para fundir-se com a Verdade e libertar-se dessas amarras, que são mentais. 

Quantas lágrimas, você desprendeu? Quanta revolta você cultivou? Quantos julgamentos você fez? 

Na sua trajetória, liberte-se de tudo isso. 

A professora ainda complementa: 

"Para alcançarmos a satisfação verdadeira e imorredoura, devemos apreender o que é eterno e viver com ele."

Seu marido neste momento é só um professor, lhe ensinando a mergulhar em si e a descobrir a mulher fantástica que você é! Pense nisso. 

Leia também no blog: 
O cárcere mental - 
Como ser feliz  - parte 1 
Como ser feliz - parte 2 

Reflita a cerca de suas posturas e siga determinada a ser feliz no seu casamento. 

Leia também O Livro da Mulher de autoria da professora Teruko Taniguchi. 

Tire a crítica mental e introduza no seu lar palavras afetuosas e de elogios. 

Faça um diário de elogio para você e outro para o seu marido. 

Continue intensificando suas orações, você deve conhecer bem as leis mentais. 

Agora está precisando praticar a lei maior de todas: O amor! 

Os filhos nascem pelo amor dos pais e com a benção de Deus, tudo sempre na hora certa, não tema. Já sinta em você a energia do amor que se manifesta quando se é mãe.

Ame seus pais, seu marido e desde já ame seus filhos, e com isso tenha um amor maior por você mesma e seja apenas feliz.

Estou orando pela sua felicidade.
Ariovaldo  Adriano Ribeiro
fotos by Ariovaldo Ribeiro

5 comentários:

  1. Maravilhoso, me vi muito nisso!!!

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  2. Caracolas marinas Ari! Valewzaço mano!!

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  3. Muito bom, preletor. Muito obrigada. Como sugestão, gostaria de um post que aprofundasse um pouco mais sobre a Terapia de Gratidão Radical.

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    1. Reverencias,
      Muito Obrigado,

      este tema vai entrar na continuação de "Uma mergulho para cura da alma pela gratidão aos pais."

      Muito Obrigado,
      Ariovaldo

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  4. Nossa, Ariovaldo! Essa orientação serve para muitos, inclusive para mim. Desafio que não é tão fácil, estou me esforçando. Espero uma melhora. Muito Obrigada!

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