quinta-feira, 6 de março de 2014

Quaresma: Jejum das negatividades.

Ontem minha amiga Cida compartilhou no Facebook que está aproveitando o período da “quaresma”
para realizar um Jejum cortando carboidratos, refrigerantes e afins.  Depois meu amigo Flávio compartilhou um link da Canção Nova com outras ideias de Jejum. Na verdade penso serem as orientações da Igreja Católica para este período.

Assim inspirado nestes pots fiquei pensando que será muito produtivo aproveitar este tempo para realizar um jejum. Como estou em processo de readaptação alimentar por conta do método Dukan  que estou seguindo desde novembro/13, optei por realizar um Jejum um pouco diferente envolto em muita pratica oração e votos que são características da quaresma.

A única lembrança que tenho da quaresma era de minha Avó Zelinda na infância nos alertando para não dançar, e não exagerar nas brincadeiras, fora isso não sei mais nada.

No site www.significados.com encontrei que Quaresma é a designação do período de quarenta dias que antecedem a principal celebração do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no domingo de Páscoa, praticada desde o século IV e é uma palavra que vem do latim.

A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira da Semana Santa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual e onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar seu espírito.

Muitas pessoas se perguntam sobre o porquê da Quaresma ser um período de 40 dias. Na Bíblia, o número quarenta é bastante comum: 40 dias de dilúvio, quarenta anos do povo de Deus no deserto, quarenta dias de Elias e Moisés na montanha, 40 dias de Jesus no deserto antes de começar o seu ministério, 400 anos de opressão do povo de Deus pelos egipcíos, etc.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d.C. a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias e foi assim que surgiu a Quaresma.

Na Seicho-No-Ie não me lembro de ter encontrado em nenhum lugar de sua vasta literatura referencia ao tema. Também não adotamos essa pratica embora a gente celebre muitas das datas cristas com conferências especiais e palestras alusivas.

Há dias venho refletindo como é curioso o fato de não preservamos o que temos de mais precioso que são os nossos pensamentos.

O ser humano constrói belas casas e nela instala os mais complexos e atualizados sistema de proteção de modo a evitar que venham e roubem seus bens preciosos.  Blindam seus carros, adotam seguros pessoais para salvaguardar a família. Tudo muito pertinente, aliás, para os dias atuais onde a sociedade vive uma inversão de valores onde seres humanos são descartados como objetos quando não atendem as necessidades destes que vivem como que cegos pela ambição e perdidos na marginalidade.

Todo dia alguém lança um vírus novo na rede, e lá vamos nós atrás de atualizar o antivírus, e tomar medidas e procedimentos cada vez mais rigorosos para sempre salvaguardar os programas e as informações contidas em nossos bilhões de aparatos que nos conectam com um mundo de informações.

Algumas pessoas vivem tão obcecadas em não permitir que nenhum vírus invadam seus eletrônicos que chegam a realizar procedimentos de antivírus com diferentes mecanismos todos os dias.

E a Mente?

Todo dia vírus e vírus invadem a nossa mente, e são armazenados em nosso subconsciente.

E ninguém está se dando conta disso. São filmes, novelas, propagandas que alastram as negatividades tomadas como que normais e corriqueiras. São os pessimistas de plantão, os líderes de atitude duvidosas que nos fazem descrer na possibilidade real de viver aqui agora um mundo de confraternização e humanidade.

Propagandas alusivas as mais diversas enfermidades que assolam a humanidade se instalam na nossa mente e nos paralisa a menor caída de nosso tônus, o medo é uma constante hoje na vida de muitas pessoas.

Vivemos como que obcecados para proteger o mundo externo e o nosso interno está deteriorado por mágoas e todo tipo de miséria psíquica.

No solo fértil da nossa mente estão sendo cultivadas muitas ervas daninha que rapidamente se alastram e paralisam as nossas ações.  Quando você se dá conta não sabe mais onde está a autoconfiança, a segurança e não existe mais nenhuma certeza.

Muitas são as crenças limitantes que nos impedem de manifestar nossa capacidade.

Nessa quaresma meu jejum será o de não permitir que essas negatividades invadam a minha mente.

Para isso vou treinar, de modo a vigiar os meus pensamentos, e ao menor sinal de ataque destes ‘vírus’ vou adotar um antivírus.

Como isso irá funcionar na prática?

Vou utilizar a técnica do D.C. D da Psicologia Multifocal, que consiste em: duvidar – criticar consciente – e, determinar. Usando a pérola da filosofia: a arte de duvidar; a pérola da psicologia: a arte da crítica; a pérola da área de recursos humanos, que é a arte da determinação. Deve-se prestar atenção a menor invasão de um pensamento limitante e já combater esse pensamento.

Vou tentar um exemplo para ficar mais didático: - Primeiramente, pergunte-se, o que te incomoda, pode ser: sentimento emoção, trauma, conflito interno, angústia, stress, lembrança, ideias dramáticas, ideia tola, humor triste, conflito social, medo, pânico, ideias negativas, ansiedade, depressão, fadiga, dor, insegurança, choro, decepção, perda, raiva, nojo, vergonha, mágoa, rejeição, crise, teimosia, atitudes negativa das pessoas, mente negativa, insegurança, etc.,

Em seguida, dissocie-se desta experiência, como quem a observa de longe com o máximo de detalhes.

Um atenuador deste incômodo agora é imaginar o que você deseja sentir realmente, pode ser: alegria, felicidade, autoestima, segurança, tranquilidade, fé, paz, coragem, prazeres, satisfação, autoliderança, autoconfiança, qualidade de vida, próspero, seguro, animado, cheio de vitalidade etc.,  

Para reforçar este estado de recursos, pare e pense: recorde ou crie uma experiência que te traz os sentimentos que você deseja. Reserve alguns minutos para isso, sinta o que você sente, veja o que você vê e ouça o que você ouve.

Repense a situação ou experiência que te incomoda e use a técnica do DCD (duvidar, criticar, determinar). Veja o exemplo, com uma ideia que insiste em te incomodar, afirme:

Essa ideia não tem fundamento! (Dúvida)
Deixarei de ser algemado por ela! (Crítica)
Determino ser livre e reconstruir minha história! (Determinação)

Agora antes do pensamento se instalar na mente, aplique a técnica. Assim o “vigiar e orar” estará presente nesta quaresma de modo ininterrupto.

E para acelerar esse processo vou realizar a pratica de gratidão, serão 10.000 vezes por dia, durante os 39 dias que restam e também vou ler neste período vinte vezes o livro: A Humanidade é Isenta de Pecado de autoria do fundador da Seicho-No-Ie Masaharu Taniguchi.

Bem estas são as praticas anexas para este período.

Esse serão meus jejuns – não pensar – não falar – não vibrar no negativo. E voltar a mente para o estudo da Verdade e para a pratica da gratidão.

Na Páscoa pretendo compartilhar o aprendizado.

Minhas reverências,
Ariovaldo Adriano Ribeiro
foto by Ariovaldo Ribeiro 

4 comentários:

  1. Excelente como sempre, querido preletor Ari. Muito obrigada.

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  2. Excelente artículo Profesor, Muchas Gracias, Muchas Gracias.

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  3. Maravilhoso! Vou aderir!!! Reverências!

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