sábado, 12 de maio de 2012

Quando encontramos Deus, nada falta!

Olá queridos amigos, 
reverências

Muito Obrigado. 

Tenho recebido, muitos e-mails de agradecimentos, e relatos.

Cada vez mais me surpreendo. Quando mergulhamos no estudo da Verdade,  nos graduamos  em todos os sentidos...inclusive nas lições mais sutis; essas que em muitos momentos nos causam dissabores por razões desconhecidas. 

Rendo Graças a Deus, pelas inúmeras bênçãos na Vida de todos.

Ah, no mês passado tive um problema em uma ferramenta do blog, que me envia o "formulário para orientação pessoal" e algumas mensagens e não recebi, peço perdão por este inconveniente, algumas mensagens eu consegui recuperar mas penso que outras se perderam. Por favor se você me escreveu e eu não lhe enviei uma resposta, me mande novamente esta bem... 

para facilitar deixo aqui o meu e-mail : ariovaldo,ribeiro@gmail.com

Aproveito para compartilhar com todos um relato que recebi. 

Quando encontramos Deus, encontramos o que nada falta. 

minhas reverências, 
Ariovaldo Adriano Ribeiro

Oi Ariovaldo, boa noite!

Como está você? Espero que bem. Pelo menos, bem alimentado, com certeza!!! Hahah, quanta coisa gostosa vejo nos seus posts. Acho que você sente alegria por viver e degustar tudo, não? É mesmo uma bênção.

Bem, escrevo para contar sobre a minha experiência, com mais detalhes. Fique à vontade para comentá-la ou compartilhá-la com a comunidade da SNI. Como eu disse, uma vez recebida a dádiva, não posso mantê-la para mim. Se for para ajudar a outras pessoas, dar-lhes um impulso similar ao que eu recebi com outros relatos, lendo os livros, praticando... ofereço esta abertura com alegria e gratidão.

Acho que agora eu entendo o que é Misericórdia :) COM TODAS AS CÉLULAS DO MEU CORPO.

Bom, eu já passei por outras experiências de cura metafísica com as práticas da SNI e realizei outros tipos de meditação, mas nada parecido com o que vivi. Eu percebi, depois da experiência, o quanto a minha história em busca da concretização do perdão fazia sentido, como tudo estava interligado e finalmente foi realizado. E agradeço a Deus onipotente e onipresente, que habita em ti, que habita em mim, por ter me conduzido a essa graça.

Vamos ao histórico:

Fui para o seminário para curar um coração partido. Conheci uma pessoa que me prometeu mundos e fundos, parecia aqueles caras que as suas amigas atraem para si depois do caderno de 10 matérias e muito agradecimento e reconciliação com os pais. Não estava oficialmente noiva, mas havia um apartamento em questão, escolhido com a minha ajuda, reformado de acordo com o meu gosto, com as minhas coisas dentro. Tenho 28 anos e acreditava piamente que havia encontrado o meu companheiro (e a dolorosa busca por um havia terminado - eu via assim), mas não percebia que tinha um pensamento egoísta sobre uma vida a dois. Achava que eu encontraria uma pessoa para ME fazer feliz, e tudo o que eu precisaria fazer era seguir uma cartilha de bons modos para mantê-lo em minha vida. Me tornei uma escrava, sem perceber. Fazia tudo o que achava que devia para sustentar a situação de ter alguém que me fizesse gentilezas, que me acolhesse, me tratasse com carinho. Depois do sumiço do rapaz, que saiu da minha vida sem dizer nem o porquê, senti uma puxada de tapete tão grande, que encontrei mesmo o fundo do poço emocional. Só que no fundo do poço tem uma mola, e quando você a encontra, ela te joga direto para cima. E essa mola se chama Seicho-No-Ie.

Nos piores dias, durante o Réveillon, que foi quando se deu o sumiço, eu só chorava. Desolada, não sabia o que estava acontecendo e achava que meus sonhos se esvaíam como areia entre os meus dedos. Meus anjos da guarda, meus pais, não tiveram dúvida. Liam os livros da Verdade da Vida para mim até que eu adormecesse, todos os dias. E me acompanhavam às orientações pessoais, me incentivavam a manter a luz mental acesa. Aconselhada pelo preletor Aníbal, comecei a meditar todos os dias. Li o livro Buscando o amor dos pais e me reconheci em muitas passagens. A ficha começou a cair, Ariovaldo. E eu decidi parar de usar a SNI para resolver uma coisa aqui e outra ali, e me entregar aos ensinamentos. Me entregar a Deus e olhar sinceramente para a minha história de vida em busca de me reconciliar comigo foi a saída que encontrei para me desafogar do atoleiro mental que estava vivendo.

Eu cresci ouvindo que havia nascido cedo demais. Que sim, meus pais me quiseram muito, mas foi meio que um susto, inclusive, financeiramente. E eu achava que ouvir isso era Ok, mas não percebia o quanto isso tinha impactado a minha percepção a respeito de mim mesma, o quanto a internalização da inadequação da minha "chegada" moldara o meu caráter, a ponto de me transformar uma pessoa que buscasse antes do auto-conhecimento e da auto-estima, agradar aos outros - para que eles me deixassem permanecer em suas vidas. Amarrei isso durante a prática do silêncio. Pensei no que havia vivido, em todas as desarmonias que havia enfrentado com os meus pais, todas as coisas feias, que me davam vergonha, raiva, mas eu não enxergava porque era a "boazinha", que na verdade era uma pessoa tolerante e condescendente que vivia uma ilusão de harmonia. Reprisei todos os momentos em que afirmava para mim mesma que não precisaria mais deles para nada, que dependeria só de mim, bom, há milhares de histórias como essas, não preciso continuar.

Fui para o campo ofertar a minha vontade de acabar com tudo isso. Fui, me entreguei. E quando veio a sua oração, aquela, de perdão, na qual internalizamos o papai, a mamãe, nós mesmos... ah... foi Divino. Eu sou devota do Espírito Santo, e ouvir uma oração em Seu nome, com certeza calou fundo em mim. Fechei os olhos, e comecei a visualizá-los, visualizar a mim. Estava totalmente imersa nas suas palavras, realizando todos os passos, quando de repente, eu não via mais meu pai, minha mãe e a mim. EU JURO QUE NÃO ASSISTO A FILMES DE AÇÃO COM FREQUÊNCIA, ahaha. Acho que não foi imaginação, foi a graça de Deus mesmo. Foi como se nós três fôssemos descascados, como milho, sabe? Havia uma luz dourada, multicolorida, partículas, como se fôssem hologramas (os tais corpúsculos???) que cercava a nós três. Não éramos mais corpo carnal, eu via os espíritos de luz de meu pai, minha mãe e o meu. Espíritos de luz, como quando eu vejo os meus antepassados. É como se eles fossem feitos de luz branca da lâmpada fria, mas sem o vidro da lâmpada, sabe? Pois então, eu nos vi assim. E durante a oração, nos unimos, os três... e a luz tão branca, se tornou uma só. Em algum momento, todas as Sílvias, de idades diferentes, as Sílvias magoadas me abraçaram e "nos despedimos", com o profundo entendimento (tempo não contabilizável, tempo de meditação é outro, rs...) de que era o fim de uma caminhada juntas. Descolou-se de mim, também, a imagem do ex- que sorriu e se afastou. Eu tomei isso com igual entendimento sobre a missão dele na minha vida, que era me atirar diretamente nos braços dos meus pais e do ensinamento da SNI. 

A última impressão que tenho foi estar envolta nessa luz da qual estávamos feitos, sob as asas gigantescas, de penas fofas do Espírito Santo! De onde emanava mais luz, que me revigorava, me fortalecia... eu não sei mais explicar. Quando acabou a oração, eu me sentia outra. Fui correndo telefonar aos meus pais. Queria vê-los. Queria vê-los com a vontade de uma criança que pede pela mãe, pelo pai na porta da escola, sedenta de saudades. De vontade de olhar, tocar, cheirar os pais. E pedi que viessem trabalhar no campo comigo no dia seguinte, porque sabia que eu ia para o campo não mais para incitar a prática da gratidão, mas porque eu sentia a graça de ser filha deles e queria, queria muitíssimo tê-los comigo para que eu pudesse agradecê-los no campo, olhando para eles, comungando a gratidão por eles e nossa família, por estarmos juntos nessa vida, entende?

É uma sensação maravilhosa. Depois que fiz o convite e eles aceitaram, eu ria e chorava ao mesmo tempo. Fiquei assim, por uns cinco minutos, sentada na grama, contemplando a graça recebida. E sentia uma imensa vontade de apresentá-los a todos, porque sinto muito orgulho de ser filha deles. Quando chegaram, pedi seu perdão, sinceramente e disse-lhes que entendia o quanto eu era querida, o quanto me amavam. E que eu queria que eles entendessem que eu os amava muitíssimo também. E pensei em batizá-los diante da comunidade, como fizeram comigo quando eu nasci. Bem, o relato nasceu daí.

Estou tendo uma vida muito diferente com eles, agora. Sinto vontade de passar meu tempo com eles fazendo coisas gostosas, chego em casa, quero conversar, me abrir. Compartilho meus medos, preocupações do dia-a-dia sem receios de ser julgada e sem julgá-los. Acho que tenho muita sorte! Eu poderia ter passado a minha vida toda sem conhecer isso, mas não, finalmente conheci e sou muito feliz, muito grata. Sendo que busquei esse amor e esse tipo de relacionamento, carinho, gentileza nos relacionamentos com homens, decidi não ter relacionamentos durante um tempo, porque quero viver esse amor filial com quem ele verdadeiramente deve ser praticado, com meus pais. Estou para conhecer o amor de Deus através de um companheiro. Mas, tenho noção de que deve ser algo totalmente diferente do que busquei até agora, não tenho mais pressa! Chegará na hora certa.

É óbvio que eu tenho muito trabalho espiritual a fazer comigo mesma, mas estou exultante por ter a oportunidade. Estou em fase final do mestrado e tenho pouquíssimo tempo para estudar a Verdade, mas tenho praticado a Meditação Shinsokan e feito outras orações e a sutra diariamente. Assim que esta fase acabar, quero me dedicar ao ensinamento e transmitir a Verdade, porque eu fui tocada por Ela. Entendo quando você disse que o Mestre possuía o sagrado coração de Jesus Cristo, acho que sei o que é isso agora, o que é Misericórida agora. É como se uma chama tivesse se acendido em mim. É inevitável querer colocá-la à disposição para que ela toque as vidas de outras pessoas.

Eu TE AGRADEÇO DO PROFUNDO, DO PROFUNDO DA MINHA ALMA. E reverencio o seu Deus interior por ter sido o canal para que todas essas maravilhas se manifestassem em minha vida. Continuemos, preletor!

Um forte abraço, 
Muito Obrigada!
S. A. 


foto: um risotto by chef Ariovaldo Ribeiro

2 comentários:

  1. Ari Silveira do Nascimento25 de maio de 2012 22:19

    Realmente muito tocante este último relato postado.. Acho a Seicho-no-Ie uma religião muito completa, pois ela identifica a ilusão e recomenda a cura...Viver é tão simples e tão complicado ao mesmo tempo, não sei, se não tivéssemos o bendito livre arbítrio não teríamos ilusões, mas não evoluiríamos espiritualmente, mas as vezes é tão fácil se enveredar por caminhos falsos...medos, incertezas sempre vêm ao nosso encontro e as vezes esquecemos que somos filhos de Deus (somos Deus) e tudo podemos e tudo conseguimos e passamos a acreditar nessas falsidades. "Orai e vigiai!" mas vigiamos pelo prisma que queremos ver e orar então....não temos tempo para essas coisas!! Temos tempo para assistir um jogo de futebol pela televisão até a meia noite e meia, mas na hora de fazer uma Sutra,dá um sono....a não ser quando "o calo aperta", daí rezamos para todos os Santos possíveis e imagináveis.
    Abraço e fique sempre com Deus !

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  2. S.A, muito belas as suas palavras, muito obrigada por ter compartilhado conosco a sua experiência. Isso nos dá força! Obrigada preletor Ariovaldo pelo seu blog. Necessito lê-lo sempre para me alimentar de fé, de amor, de luz. Muito Obrigada!

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